Conselho Federal de Farmácia (CFF) publica nova resolução sobre Responsabilidade Técnica em empresas que exerçam atividade de comércio, venda, fornecimento, transporte, armazenamento, dispensação e distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos

Por: Guilherme Kotinda Nascimento
Farmacêutico – Consultor – Qualimaster Saúde
guilherme@qualimaster.com.br

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou no último dia 15, no Diário Oficial da União, nova Resolução que Dispõe sobre a direção técnica ou responsabilidade técnica de empresas e/ou estabelecimentos que dispensam, comercializam, fornecem e distribuem produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos para a saúde (correlatos) – RESOLUÇÃO Nº 556 DE 1º DE DEZEMBRO DE 2011. Dentre alguns pontos importantes desta nova resolução, que revoga em especial a RESOLUÇÃO/CFF Nº 261, DE 16 DE SETEMBRO DE 1.994 (que dispunha sobre a Responsabilidade Técnica exercida em Farmácias e Drogarias), estão os seguintes:
“Art. 1º – Para efeito desta resolução, são adotadas as seguintes definições:
IX – Produtos para a saúde – Aqueles estabelecidos como correlatos na Lei n.º 5.991, de 17 de dezembro de 1.973, e nos Decretos Federais nº 79.094, de 05 de janeiro de 1.977 e nº 74.170, de 10 de junho de 1.974, definidos como sendo “a substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos anteriores, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, à higiene pessoal ou de ambientes, ou afins diagnósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes, e ainda os produtos dietéticos, óticos, de acústica médica, odontológicos e veterinários”.
“Art. 2º – A empresa e/ou estabelecimento que exerça como atividade principal ou subsidiária o comércio, venda, fornecimento, transporte, armazenamento, dispensação, distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos deverá dispor, obrigatoriamente, de um farmacêutico diretor técnico ou farmacêutico responsável técnico”.
“Art. 3º – A empresa e/ou estabelecimento de produtos para a saúde, saneantes ou cosméticos, poderá ter como diretor técnico ou responsável técnico o farmacêutico”.
“Art. 4º – Nos requerimentos para registro de empresas e/ou estabelecimentos, deverá ser indicado pelo representante legal o horário de funcionamento, incluindo sábados, domingos e feriados.
§ 1º – As empresas e/ou estabelecimentos de que trata este artigo deverão manter obrigatoriamente um diretor técnico ou responsável técnico e tantos farmacêuticos assistentes técnicos quantos forem necessários para garantir a prestação de assistência farmacêutica, durante todo o horário de funcionamento.
§ 2º – As empresas e/ou estabelecimentos de que trata este artigo deverão apresentar o horário de trabalho do farmacêutico diretor técnico ou farmacêutico responsável técnico e de cada farmacêutico assistente técnico necessários à prestação da assistência farmacêutica, durante todo o horário de funcionamento.”

Clique no link para acesso à Resolução na íntegra: http://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/556.pdf

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As tendências tecnológicas revolucionando os Sistemas de Gestão

Por Leandro de Souza Pignataro, Consultor Jr de Gestão da Qualimaster

Tendências

A tecnologia cresce em ritmo assustador e sempre visando facilitar a vida das pessoas. Exemplo desse avanço: lembro quando era criança e jogava vídeo-game o Nintendinho de 8 bits, adorava jogar o Mario da “BIG N” (Nintendo) com aqueles gráficos excepcionais para a época, todo quadriculado, em que se via claramente cada pixel e conseguia-se diferenciar as roupas somente pela cor. Hoje temos vídeo-game que não possui controle, os jogos com resoluções fantásticas que até parecem real, além do que o vídeo-game possui varias outras funcionalidades como servir de leitor Blu-ray Disc. O incrível é que toda essa revolução não faz 13 anos.
Outra forte tendência da tecnologia é a unificação de funções dos aparelhos eletrônicos. Outro exemplo: lembra-se do celular há uns 10 anos atrás? Ele realmente funcionava exclusivamente para realizar chamadas telefônicas, comparando com os últimos lançamentos além de realizarem chamadas telefônicas tiram foto, acessam internet, tem GPS, jogos e entre outras tantas funções.
Com a grande utilização dos sistemas nas nuvens (sistemas hospedados em servidores para acesso via web) cresce cada vez mais as preocupações com a segurança deste conteúdo, tendo em visto as últimas notícias sobre os ataques hackers a sites importantes. Devido a isso vem se adotando a implantação de normas para padronização dos processos e metodologias de segurança, um exemplo de norma é a Série NBR ISO/IEC 27000 que trata sobre a segurança da informação.
Seguindo essa tendência de evolução, porque não podemos aplicá-la em nossos sistemas de gestão? Resposta: podemos sim e, além disso, devemos aplicar.

Sistemas de Gestão

Diariamente aumenta o número de empresas que por diferentes motivos aderem a um sistema de gestão em alguma norma, seja norma da organização ISO, Responsabilidade Social, Saúde e Segurança no Trabalho, Alimentos e Resoluções da ANVISA, entre outros. E o que se observa é que a maioria destas empresas ainda utiliza o bom e velho papel, para a documentação do sistema.
Porque não trocar toda essa papelada por um sistema informatizado? As respostas são sempre as mesmas: alto custo ou não precisamos dessa tecnologia, entre outras respostas. Mas o que realmente eles querem dizer com todas essas respostas é que há um grande medo ainda da utilização da tecnologia para melhorar esses processos.
Pois a geração X e Baby Boomer que está no controle das organizações não tem o domínio e familiaridade com toda essa tecnologia e tem medo de implantar um sistema informatizado, porém as empresas que estão saindo na frente e investindo nessa tecnologia estão tendo um diferencial bem grande em relação as suas concorrentes. Outro fator é que com o crescimento das empresas uma hora torna-se inevitável a implantação desse sistema.

Ganhos com o sistema

O objetivo é fluxos mais confiáveis e menos burocráticos das informações. Em um Sistema bem construído, o que não significa grande e de ultima tecnologia, suas principais vantagens são: Otimização do fluxo de informação permitindo maior agilidade e organização; Redução de custos operacionais e administrativos e ganho de produtividade; Maior integridade e veracidade da informação; Maior estabilidade; Maior segurança de acesso à informação.
Mas não se engane que logo após toda a implantação todo o sistema vai rodar perfeitamente e quase sem nenhum controle. Ele exige sim um controle pesado e um amadurecimento como qualquer outro sistema, pois lembre que quem utilizará o sistema serão pessoas.

Conclusão

Apesar dos empresários terem medo de arriscar na informatização dos sistemas de gestão, pois é um campo que muitos deles desconhecem ou conhecem muito pouco, é importante que se faça, pois esta modernização é para facilitar e melhorar o controle e a gestão dos sistemas. Facilitando assim o crescimento sustentável das empresas.
É importante lembrar que para o sistema funcionar adequadamente deve-se levar em consideração a mão de obra empregada na empresa e para um sistema ser bom não significa ser grande ou de última geração, mas sim um sistema que funciona na sua empresa.

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Nunca faça inimigos no trabalho

Por: Max Gehringer

O Sucesso consiste em não fazer inimigos. Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:

Colegas passam (e chefes também), mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe.

Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 2001 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2011.

Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo, mas isso só dura até um dos dois mudar de cargo ou de emprego.

Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar como você está e sempre reclama porque sumiu. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos, na verdade teve colegas e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A Lei da Perversidade Profissional diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é possível que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos amigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória, e segundo ditado popular (bem popular mesmo ):

“Os amigos vem e vão, os inimigos se acumulam….”

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Qualidade e a Diminuição dos Custos da Produção

Por Leandro de Souza Pignataro, Consultor Jr de Gestão da Qualimaster

Um dos obstáculos mais importantes que bloqueia o estabelecimento e consolidação de programas de qualidade nas empresas é a idéia errônea de que a alta qualidade significa necessariamente alto custo. O empresário fala muito em elevar a qualidade de seus produtos, mas na hora de por a mão no bolso, o investimento é bloqueado pelo medo de não haver retorno rápido. “Sem dúvida que queremos a qualidade, mas agora estamos em crise e temos coisas mais importantes para pensar. Quando a crise passar, aí sim, vamos investir em qualidade”. Quem ainda não ouviu essa história? A associação entre qualidade e alto custo vem do senso comum, o qual nos diz que um produto barato é de baixa qualidade, e que produtos de boa qualidade são os mais caros. Alta qualidade é o caminho para reduzir custos!
Existem vários motivos para que uma empresa decida implementar um sistema eficiente de Gestão da Qualidade sendo o principal o aumento dos lucros que ele pode trazer. Simultaneamente consegue uma maior fidelidade de clientes e um mercado mais estável. Os clientes não mudam de fornecedor quando estão satisfeitos com o produto ou serviço que lhes é fornecido. A produtividade aumenta se existirem menos desperdícios e os processos forem otimizados logo a Qualidade é fundamental!
Os vários custos da Qualidade podem ser classificados da seguinte forma:
• Custos das falhas.
• Custos de avaliação.
• Custos de prevenção.
Estes últimos são devidos a ações tendentes a evitar outros. Desempenham um papel importantíssimo, sendo objeto de áreas e técnicas muito especializadas, tais como, a Manutenção Preventiva. Os programas de Manutenção Preventiva bem estruturados têm um alto impacto na redução dos custos de exploração e no aumento da Qualidade.
Para um dado processo produtivo, os custos de avaliação (com a inspeção) aumentam com a Qualidade que se pretende atingir, e os custos associados com as falhas diminuem em função de maiores níveis de Qualidade atingidos. Entre estes dois custos há um ponto ótimo até onde é rentável chegar.
Quando uma empresa implementa um Sistema de Qualidade, os custos de implementação podem parecer muito elevados para a mesma. No entanto, verifica-se que na maior parte dos casos, após o Sistema ter sido implementado, há uma diminuição dos custos de produção, bem como um aumento da mesma. Em muitos casos basta apenas reformular o processo e métodos de trabalho para que sejam economizados custos que pareciam fixos.

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Manter o Controle financeiro é fundamental para o Crescimento dos Negócios

Por: Sérgio Roberto Ribas, Diretor de Negócios da Qualimaster

Nos últimos anos as políticas públicas de aumento de crédito e de distribuição de renda tem contribuído para o crescimento do consumo e por conseqüência faz com que as empresas expandam seus negócios, o que em uma visão mais superficial, pode nos fazer acreditar que encontramos o caminho para a prosperidade.
Entretanto este crescimento é barrado pela falta de melhoria da infra-estrutura existente, gerando inflação e colocando em cheque as políticas estatais.
Um paralelo a esta situação ocorre em muitas empresas, que direcionam seus esforços para a melhoria das áreas de vendas e produção e relevam a um segundo plano as áreas de apoio, entre elas podemos incluir as atividades de controle financeiro.
É fundamental salientar que os controles financeiros, tanto quanto as rotinas de vendas e de produção, tem que ser aprimorados à medida que a empresa cresce, caso contrário o gestor poderá perder o controle que tinha sobre esta atividade, pois na maioria dos casos, não tem experiência necessária para administrar um volume tão grande de movimentações financeiras.
Em muitas empresas que tenho visitado, observo que apesar do aumento do volume de vendas a rentabilidade do negócio tem diminuído de forma significativa, e o mais preocupante é que na maioria das vezes o gestor não tinha esta informação, o que é um risco muito sério para a continuidade dos negócios. A frase “Estamos trabalhando como nunca, mas não vejo a cor do dinheiro”, que já ouvi várias vezes, é um indício da necessidade de se aprimorar os controles existentes.
O caminho que temos indicado aos nossos clientes consiste basicamente na reciclagem de seu pessoal, capacitando-os a utilizar ferramentas financeiras mais avançadas e a reestruturação dos processos já existentes, readequando seu plano de contas e revendo os indicadores, pois é através deles que são identificados os pontos fortes e fracos existentes na empresa, bem como as decisões que envolvem investimentos e financiamentos.

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Consumidor Y: quem é, quanto gasta e o que pensa

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing
A Geração Y deu origem a um novo perfil de consumidor. Durante o HSM Management, em São Paulo, Jorge Kodja, Diretor da TNS Research International, apresentou o resultado da pesquisa TRU Study, feita com 1.500 jovens nascidos entre 1980 e 1990. No Brasil, esse grupo representa 14% da população, com 32 milhões de pessoas.

Apesar da forte presença das tecnologias na vida dos consumidores Y, 43% deles pertencem à classe C. Ainda assim, os gastos anuais dos jovens aficionados por TV e internet atingem a marca de R$ 32 bilhões. O perfil deles pode ser baseado em comportamento, mas poucas companhias conseguem desenvolver uma estratégia efetivamente voltada somente para este grupo.

Em média, os consumidores Y gastam até R$ 49,00 por semana. Se olharmos para o sudeste, veremos a região com o maior ticket médio do país com relação aos valores semanais de consumo, com R$ 54,00. No nordeste o número chega a R$ 31,00. Apesar disso, o dinheiro provém dos pais em 76% dos casos, contra 16% dos que trabalham nesta idade.

Conflito de gerações
Não importa de onde vem o dinheiro. A pesquisa aponta que os principais gastos destes consumidores são roupas e acessórios, higiene e beleza, e só depois a diversão. O sinal de novos tempos surge quando a Geração Z, os filhos dos consumidores Y, que preferem sair com seus pais ou fazer atividades em família do que estar entre amigos. “Oitenta e quatro por cento dos pesquisados preferem estar com seus familiares na hora do lazer”, afirma Jorge Kodja, Diretor da TNS Research International.

Essa geração nasceu entre os anos 1990 e 2000 e o Z é principalmente por conta do “zapear”. Ou seja, varia de perfil de consumo com facilidade. Outro forte elemento presente no dia a dia dessa geração são as redes sociais. Se por um lado é preciso que os pais se preocupem com os crimes na web, por outro, o alívio é grande ao saber que a pesquisa aponta os jovens de hoje como menos transgressores.

Além disso, os jovens de hoje estão mais tolerantes e menos preconceituosos. Prova disso é que para 95% dos que responderam ao estudo da TNS, os idosos merecem respeito. Do total, 80% têm amigos de outras raças e 40% mantém amizade com pessoas com outra orientação sexual. Por outro lado, não há novidades sobre o canal que eles preferem usar para obter informações. A TV ainda é o principal já que 84% deles citaram o aparelho, contra 43% que preferem a internet”.

Hábitos de consumo e comportamento
Para as empresas que atuam em um mercado de produtos voltados para estes jovens, a boa notícia é para o setor de telefonia. Perguntados sobre o objeto que possuem em casa, 81% citaram o aparelho celular e 43% o computador. Entre os sites, o Orkut é acessado por 72% dos que participaram da pesquisa, apesar do forte crescimento do Facebook.

Definir o consumidor Y é difícil porque as variações podem ocorrer a qualquer momento, com apenas um clique no mouse. Mas, para atingi-los, é preciso jogo de cintura e habilidade para saber onde e como encontrá-los. “Eles são um alvo móvel”, define Kodja.

De acordo com o Diretor da TNS, é possível que estejamos vivendo um conflito de gerações, já que os mais velhos de hoje invejam as facilidades e a liberdade dada aos teens. A quantidade de informações que a geração Z recebe diariamente é muito grande, porém, com pouco conteúdo, o que pode ser a vantagem dos Y. “Eles obtém informações em cápsulas. Cada vez mais informação com cada vez menos analise”, completa.

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Dunga x Maradona: qual perfil comportamental funciona melhor?

Por: Rubens Gustavo Gurevich, www.administradores.com.br

Qual estilo de liderança você prefere: Dunga ou Maradona? É possível aprender a identificar o estilo de liderança observando os jogos da Copa do Mundo, especialmente as seleções de Brasil e Argentina.
Comportamentos são observáveis. Com um pouco de treino e conhecimento, por meio da observação, é possível identificar estilos comportamentais e, a partir daí, prever como a pessoa se comportará em determinadas situações.
Não sou conhecedor de futebol, pelo contrário, somente na época de um evento dessa magnitude, é que passo a acompanhar a maioria dos jogos e a observar o comportamento dos técnicos e de seus jogadores.
Porém, fazendo uma ligação direta com o futebol, a liderança é exercida pelo técnico da seleção. E aqui estão em jogo três competências importantes para o exercício dessa liderança, baseadas no conceito DISC, que são:
- Foco em objetivo e diretividade (competência com alta Dominância);
- Capacidade de comunicação e persuasão (competência com alta Influência)
- Investigação e lógica (competência com baixa Influência)
Tanto Dunga quanto Maradona tendem a apresentar alto grau de Dominância e, naturalmente, exercem a competência comportamental Foco em Objetivo e diretividade com maestria.
Pessoas com essas características tendem a ser muito competitivas, ambiciosas, audazes, francas, firmes, enérgicas, diretas, assertivas, objetivas, iniciadoras, esforçadas. Mas podem também demonstrar agressividade e, por vezes, arrogância.
Alguém discordaria que Dunga e Maradona possuem grande parte dessas características comportamentais? Então, onde o comportamento dos dois diverge radicalmente? Simples: Maradona é pura emoção, Dunga é pura razão.
Mas vamos entender melhor o que está por trás desse estilo comportamental e a alta e a baixa Influência que cada um apresenta, o que desencadeia diferentes perspectivas comportamentais:
Maradona possui alta capacidade de Comunicação e Persuasão. Para ele, o jogo tem que ser um show à parte, brilhar e aparecer faz parte da sua natureza comportamental. Os treinos eram abertos ao público e a mídia era sempre bem-vinda. Ele sente necessidade de agradar as pessoas, beijos e abraços são distribuídos com muita facilidade. E isso tem lá o seu poder de motivação. Jogadores se sentem queridos e protegidos, o povo argentino se sente parte do time e estamos observando os resultados desse tipo de liderança. Maradona explora o talento individual de seus jogadores, tal qual sua personalidade comportamental. E está funcionando.
Dunga possui alta capacidade de Investigação e Lógica. Nesse caso, o jogo tem que ser suficientemente eficiente para gerar os resultados que ele e o time traçaram. O show não é o que importa e tampouco se as pessoas não gostem disso. Os treinos eram fechados e a mídia não era bem-vinda. Ele não se incomoda em agradar ninguém se isso for atrapalhar seu objetivo. Ele não sente necessidade de ficar “bonito na foto”. Ele quer o resultado, mesmo que um 0 x 0 seja o suficiente.
Tenho certeza que se ele pudesse optar em não dar as entrevistas coletivas, ele não daria. Ele prefere trabalhar fortemente com o seu time ao invés de trabalhar, neste momento, com a emoção dos brasileiros. Dunga explora o conjunto do time, não dando muito espaço para brilhos individuais, tal qual sua personalidade comportamental. E está funcionando.
Se você fosse escolher um estilo de liderança comportamental a desenvolver, seria o de Maradona ou o de Dunga?
Lembre-se que comportamentos são treináveis. O que precisamos identificar é qual o estilo que queremos adotar.

* Rubens Gustavo Gurevich, CEO Your Life do Brasil

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